

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com um recurso pedindo a suspensão dos direitos políticos do prefeito de Ladário, Munir Ramunieh (PSDB). Se acatado, o recurso o tornaria inelegível e impediria que exercesse funções públicas por oito anos.
O pedido do MP é uma resposta à sentença que condenou Munir por improbidade administrativa no caso conhecido como “farra das diárias”, envolvendo o período em que era vereador, entre 2011 e 2013.
A condenação e a “farra das diárias”– Munir e outros oito vereadores foram condenados a devolver valores recebidos como diárias em datas em que a Câmara Municipal estava em recesso. Além disso, uma transação beirou R$ 500 mil, cabendo ao atual prefeito o ressarcimento de R$ 34 mil.
Em sua decisão, a juíza Luíza Vieira Sá de Figueiredo aplicou a pena de suspensão de direitos políticos apenas a um dos vereadores que, à época, ainda ocupava o cargo de prefeito. Ela poupou os demais, incluindo Munir, argumentando que eles “estariam sem mandato” no momento da sentença.
O recurso do Ministério Público
O promotor Luciano Bordgnon Conte, responsável pela apelação, discordou veementemente desse entendimento. Ele argumenta que:
Enquanto aguarda o julgamento do recurso – que já tramita há um ano e um mês –, Munir continua no cargo. Reportagem do Jornal Midiamax indicou que, apenas em 2024, ele já embolsou mais de R$ 46 mil em diárias como prefeito.
A reportagem tentou contato com o prefeito Munir, mas não obteve retorno. Caso ele se manifeste, este texto será atualizado. A defesa do prefeito, em nota, informou que recorreu da sentença e acredita na absolvição, citando jurisprudência favorável do TJMS sobre o pagamento de diárias a vereadores.
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