

O governo do Estado, em parceria com o Ministério do Planejamento e a SANESUL, deu largada nesta quinta-feira (11) a um projeto ousado para reduzir as perdas de água em Corumbá, com reflexos diretos também em Campo Grande. O investimento vem do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM), num modelo que promete sustentabilidade hídrica, fornecimento contínuo e prioridade para bairros mais vulneráveis.
A iniciativa, apresentada como solução de longo prazo, prevê quatro anos de obras, com licitações programadas apenas para março de 2026. Até lá, milhares de famílias seguem sofrendo com interrupções e perdas no abastecimento. Técnicos destacam que o Brasil tem uma das maiores taxas de desperdício de água tratada da América Latina, e o Mato Grosso do Sul está acima da média nacional.
Embora o projeto seja visto como um marco, críticos alertam: a burocracia e a lentidão podem corroer os benefícios. “Se não houver fiscalização e prazos cumpridos, o recurso vira apenas propaganda política”, avaliou um engenheiro do setor ouvido pela reportagem. O programa, se levado a sério, pode se tornar divisor de águas no saneamento regional.
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