

O tabuleiro político de Mato Grosso do Sul sofreu um abalo nesta quinta-feira (04) com a saída oficial do ex-governador Reinaldo Azambuja do PSDB. Figura central da política estadual nas últimas duas décadas, Azambuja confirmou sua filiação ao Partido Liberal (PL) e arrastou consigo 18 prefeitos, movimento que fortalece diretamente a base bolsonarista no estado.
A transferência em massa consolida o PL como a legenda mais robusta para as eleições municipais de 2026, ao mesmo tempo em que enfraquece o PSDB, que já vinha sofrendo esvaziamento nacional desde a ascensão da polarização entre PT e direita conservadora.
Nos bastidores, o gesto é visto como um alinhamento estratégico de Azambuja com Jair Bolsonaro, reforçando sua posição de articulador dentro de Mato Grosso do Sul. O impacto é imediato: prefeitos que migraram acreditam em maior fluxo de recursos e influência em Brasília, além de garantias de apoio para projetos locais.
Enquanto isso, tucanos históricos lamentam o desmonte do partido que já governou o estado com hegemonia. O gesto de Azambuja também é interpretado como recado direto à esquerda: o PL está se organizando para ser protagonista absoluto nas próximas eleições.
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