

A Câmara Municipal de Campo Grande manteve nesta quinta-feira (04) o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto de lei que obrigaria a instalação de ar-condicionado em todos os novos ônibus do transporte coletivo. A decisão, vista por muitos usuários como retrocesso, foi justificada sob o argumento de inviabilidade financeira para as empresas concessionárias.
O autor do projeto, vereador Landmark Rios (PT), reagiu de forma contundente e afirmou que a luta pela melhoria da frota não acabou. Ele anunciou que o tema será incorporado ao relatório final da CPI do Transporte, que deverá ser concluído em até 30 dias.
Nos bastidores, a manutenção do veto é considerada uma vitória política de Adriane Lopes, que evita novo embate direto com o setor empresarial responsável pelo transporte urbano. Entretanto, o desgaste entre a população é evidente: Campo Grande segue enfrentando ônibus lotados, sem climatização e com manutenção precária.
A expectativa agora se volta para o relatório da CPI, que deve expor contratos suspeitos, falta de transparência nos subsídios e possíveis irregularidades no cumprimento de cláusulas. O caso promete ser um dos pontos mais explosivos do legislativo municipal em 2025.
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