

O adiamento da entrega do relatório final da CPI do Transporte, divulgado também pelo Campo Grande News, escancara a fragilidade da Câmara Municipal diante do Consórcio Guaicurus. O prazo, que deveria encerrar em agosto, já foi prorrogado duas vezes.
A relatora insiste que apresentará o texto antes da data limite, mas nos bastidores cresce a avaliação de que a CPI perdeu força política. Críticos afirmam que o parlamento não teve coragem de ir até o fim contra o monopólio das empresas que controlam o transporte há décadas.
A investigação reuniu documentos, ouviu empresários e técnicos, mas até agora não resultou em medidas concretas. O risco é de que o relatório se torne apenas uma peça burocrática, usada para justificar o trabalho, sem impacto real na vida do campo-grandense.
Para uma cidade que enfrenta problemas diários com ônibus lotados, atrasos e frota envelhecida, a prorrogação é vista como um golpe na esperança de quem acreditava que a CPI traria mudanças profundas.
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