

O Supremo Tribunal Federal iniciou nesta terça-feira (2) um julgamento histórico contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros oito acusados, entre militares e ex-integrantes de seu governo. A acusação é de tentativa de golpe de Estado, tese sustentada pela Procuradoria-Geral da República e amplamente propagada por setores da esquerda e da imprensa.
Trata-se de um processo inédito: pela primeira vez um ex-chefe do Executivo nacional é julgado por suposta articulação golpista. Especialistas em direito constitucional alertam que a corte pode estar ultrapassando limites, pois o caso envolve interpretações políticas e não apenas jurídicas. Para setores conservadores, o julgamento é um “teatro jurídico” usado para destruir adversários e consolidar a hegemonia do STF no cenário político.
Em Campo Grande, o julgamento não parou a cidade. Enquanto alguns acompanham os detalhes em celulares e televisores, muitos afirmam que “precisam trabalhar” e não podem se dar ao luxo de perder o dia assistindo ao Supremo. Essa fala revela um contraste: a elite política em Brasília discute poder, enquanto o cidadão comum luta para sobreviver em meio à inflação, desemprego e insegurança.
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