

A reportagem de rua em Campo Grande nesta terça-feira revelou a realidade de um Brasil cansado da politização extrema. Entre entrevistas realizadas no centro da cidade, ficou claro que parte da população não se vê representada no julgamento do STF.
Alguns defendem que Bolsonaro “tem de responder como qualquer cidadão”, mas uma fatia considerável acredita que ele está sendo alvo de perseguição para tirá-lo definitivamente da disputa política. Há também os que não querem opinar, alegando que “não adianta nada”, porque a vida real exige esforço diário para pagar contas, manter o emprego e sustentar a família.
Esse sentimento traduz uma exaustão coletiva: enquanto a esquerda comemora a ação da Suprema Corte e setores do judiciário tentam se consolidar como árbitros da democracia, o povo trabalhador enxerga tudo como distante da sua realidade. O risco é o descrédito total nas instituições.
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