

Campo Grande consolida cada vez mais sua posição como centro estratégico da produção agropecuária de Mato Grosso do Sul. Dados oficiais da Ceasa apontam um aumento de 18,78% no volume comercializado de hortifrutigranjeiros no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024.
Foram 16,9 mil toneladas de produtos do estado colocados à mesa dos brasileiros, contra 14,2 mil toneladas no ano anterior.
Os destaques ficaram para a mandioca, os ovos e a laranja, que lideraram a lista de produtos mais vendidos. Só a capital, Campo Grande, respondeu por 1,7 mil toneladas — número que comprova o peso do município no agronegócio estadual.
Produtores comemoram a expansão, mas alertam para gargalos logísticos, sobretudo no transporte e no escoamento da safra. A falta de infraestrutura adequada, resultado de décadas de descaso com o setor, ainda impede que Mato Grosso do Sul conquiste mercados maiores.
Especialistas avaliam que, com incentivo e investimento em estradas e armazéns, a produção local poderia dobrar em poucos anos, fortalecendo a soberania alimentar do Brasil e reduzindo a dependência de importações, principalmente em tempos de crise global.
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