

Na manhã desta sexta-feira (29), a prefeita Adriane Lopes (PP) promoveu uma série de entregas para comemorar os 126 anos de Campo Grande, tentando projetar imagem de gestão eficiente em meio a duras críticas sobre a situação fiscal e a precariedade da saúde pública.
O destaque foi o Condomínio Vila da Melhor Idade, primeiro empreendimento municipal no modelo de locação social. São 40 apartamentos de 33,70 m², todos adaptados para acessibilidade, além de capela, salão multiuso, espaços de convivência e 10 lojas comerciais para custear parte da manutenção. O projeto contou com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), evidenciando a dependência externa para viabilizar ações sociais.
Também foram entregues a Praça da Vila Progresso, ciclovias em trechos da região norte e a ampliação da Escola de Governo, voltada à capacitação de servidores. Além disso, a gestão lançou a revitalização da Praça dos Imigrantes, o Sistema E-SUS Samu, que promete integrar atendimentos de urgência à base de dados nacional, e a implantação de uma Ouvidoria itinerante.
Nos bastidores, vereadores de oposição apontam que as inaugurações são “foguetório eleitoreiro”, já que o déficit orçamentário da Capital ultrapassa R$ 380 milhões e a Prefeitura acumula dívidas com fornecedores da saúde. Enquanto isso, postos continuam lotados, medicamentos faltam e obras essenciais, como corredores de transporte público, seguem paralisadas.
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