

A crise com os servidores da Assistência Social ganhou novo capítulo nesta sexta-feira, em audiência pública na Câmara. Representantes da categoria denunciaram que estão há três anos sem reposição inflacionária, acumulando perdas salariais que ultrapassam 18%, segundo cálculos do Dieese.
Além disso, pedem a incorporação do auxílio-transporte ao vencimento, reajuste do vale-alimentação — hoje considerado irrisório — e melhores condições de trabalho. Muitos relatam atuar sem estrutura mínima em CRAS e CREAS, enfrentando sobrecarga de atendimentos em bairros periféricos.
O Executivo, porém, mantém postura de endurecimento. Recentemente, obteve decisão judicial obrigando o retorno ao trabalho, mas até agora não apresentou proposta concreta de reajuste. Nos bastidores, vereadores aliados tentam empurrar a questão para depois das eleições, temendo impacto fiscal e desgaste político.
A oposição reforçou que a Prefeitura prefere gastar em shows, marketing e inaugurações simbólicas, enquanto sucateia quem está na linha de frente do combate à pobreza. “É a política da maquiagem: prédios novos para a foto e servidores abandonados no dia a dia”, resumiu um parlamentar.
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