

A Câmara Municipal de Campo Grande terá, nesta sexta-feira (29), uma pauta explosiva: a audiência pública para discutir o impacto do valor venal dos imóveis na cobrança do IPTU e do ITBI. O encontro deve reunir empresários, representantes de associações de moradores e vereadores de diferentes blocos políticos. O pano de fundo é a crescente insatisfação da população com os aumentos sucessivos no IPTU, que muitos consideram abusivos e desconectados da realidade econômica.
A audiência promete ser um termômetro do desgaste da prefeita Adriane Lopes. Nos bastidores, parlamentares de oposição afirmam que a prefeitura tem usado o valor venal como mecanismo disfarçado de aumento de impostos. Para o contribuinte, o resultado é claro: mais sufoco financeiro em um cenário de inflação alta e renda em queda.
Além da audiência, a Câmara votará 36 emendas vetadas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Entre elas, propostas que previam maior destinação de recursos para saúde, educação e segurança. Caso os vetos sejam derrubados, Adriane sofrerá uma derrota política significativa, com reflexos diretos em sua capacidade de governar até 2026.
O ambiente no Legislativo é de tensão: vereadores independentes estão se organizando para mostrar força, enquanto aliados da prefeita tentam blindar o Executivo. A disputa reforça a imagem de que Adriane Lopes governa em constante crise de articulação política. Para muitos, a audiência e a votação representam mais um capítulo de uma gestão marcada por promessas não cumpridas e pelo peso crescente da carga tributária sobre os campo-grandenses.
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