

Com quase um terço do eleitorado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande se consolida como o maior colégio eleitoral do Estado e peça-chave em qualquer disputa majoritária. De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), são mais de 640 mil eleitores registrados, número que coloca a capital como o epicentro da sucessão estadual de 2026.
Analistas políticos apontam que vencer em Campo Grande significa largar com vantagem expressiva para o governo estadual. Não à toa, partidos já montam bases eleitorais, investem em eventos e buscam alianças para capturar o voto urbano. A esquerda, que perdeu espaço nas últimas eleições, tenta reorganizar discursos populistas, mas enfrenta resistência crescente da classe média e de setores conservadores.
Seja na periferia, onde promessas de infraestrutura são moeda política, ou no centro, onde o debate passa pela economia e segurança, a capital é palco decisivo. O futuro governador de MS, em grande medida, será escolhido em Campo Grande.
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