

Na última semana, Campo Grande recebeu a 4ª Conferência Estadual LGBTQIA+, com foco na elaboração de políticas públicas voltadas para a comunidade. O encontro reuniu representantes de entidades, políticos e movimentos sociais, que defenderam a criação de conselhos e o aumento de verbas para campanhas de diversidade.
A participação do poder público levanta questionamentos. Enquanto faltam investimentos em saúde, segurança e educação, recursos estatais são direcionados para agendas identitárias que atendem a nichos específicos. Críticos apontam que a esquerda se aproveita dessas pautas para manter influência política, desviando o foco de problemas estruturais da cidade.
Se por um lado o evento fortalece a mobilização de grupos organizados, por outro expõe o abismo entre prioridades da maioria da população — que pede segurança nas ruas, empregos e infraestrutura básica — e as bandeiras ideológicas financiadas com dinheiro público.
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