

Na quarta-feira, 13 de agosto de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por meio de eleição simbólica regida pela ordem de antiguidade, que o ministro Edson Fachin será o presidente da Corte para o biênio 2025–2027, com posse marcada para o fim de setembro. O também ministro Alexandre de Moraes assumirá o cargo de vice-presidente — uma dupla que se forma às vésperas das eleições presidenciais mais decisivas da história recente do país.
Perfil dos protagonistas
Edson Fachin, indicado ao STF em 2015 pela ex-presidente Dilma Rousseff, já foi relator da Lava Jato e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) . Sua trajetória, marcada por forte atuação no combate à corrupção, reforça sua reputação como magistrado comprometido com a legalidade.
Alexandre de Moraes, por sua vez, ganhou notoriedade como relator das investigações sobre a “trama golpista” envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e por decisões enérgicas ao promover restrições e sanções que marcaram sua atuação na Corte .
Contexto e implicações
A nova gestão do STF coincide com momentos cruciais para o país: a proximidade das eleições gerais e a tramitação de processos sensíveis, entre eles os relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apontados para conclusão ainda em 2025 . Ao priorizar o pluralismo e o diálogo, Fachin sinaliza uma postura moderada, mas firme, diante de tensões políticas e judiciais.
Moraes, que enfrenta críticas da oposição — como a entrega de dossiês a embaixadas e organismos internacionais denunciando suas ações como autoritárias ou violadoras de direitos humanos — deverá exercer um papel estratégico no STF, mantendo o peso político que sua presença já impõe .
A rota institucional
A eleição seguiu o rito previsto — realizada na segunda sessão ordinária do mês anterior ao término do mandato do atual presidente, Luis Roberto Barroso, que retoma a cadeira em 28 de setembro . Essa norma garante previsibilidade institucional, ainda que, do ponto de vista político, o momento ganhe contornos estratégicos por se dar às vésperas de uma disputa eleitoral acirrada.
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