

O clima político esquentou na Capital nesta terça-feira com o protocolo de um pedido de impeachment contra a prefeita Adriane Lopes (PP), feito pelo vereador Marcos Taborda (PL).
O documento aponta reiteradas contratações emergenciais sem licitação, que podem configurar improbidade administrativa e gestão temerária do dinheiro público.
Segundo Taborda, ao menos R$ 42 milhões foram gastos em contratos emergenciais no último ano, especialmente nas áreas de saúde e infraestrutura, sem a devida transparência ou prestação de contas adequada. “É preciso dar um basta na farra dos contratos emergenciais. Não é possível governar permanentemente no improviso”, disparou o vereador.
O pedido será analisado pela Procuradoria Jurídica da Câmara e poderá seguir para plenário nas próximas semanas. A prefeita, por sua vez, afirmou que as acusações têm “cunho político” e que confia na legalidade dos atos da administração.
Para a ala conservadora da Câmara, o pedido é bem-vindo. “Se há algo a esconder, que se investigue. O povo quer respostas e não justificativas vazias”, disse o vereador Tiago Vargas (PRD).
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