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Delegadas da DEAM Pedem Afastamento Após Repercussão do Caso Vanessa Ricarte

Delegadas da DEAM Pedem Afastamento Após Repercussão do Caso Vanessa Ricarte

18/02/2025 14h08
Por: Redação
O Comtribuinte
O Comtribuinte

Resumo do Caso

O trágico feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, em Campo Grande, expôs possíveis falhas no atendimento prestado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

Em resposta à repercussão negativa, as duas delegadas que atenderam Vanessa horas antes de sua morte solicitaram afastamento de seus cargos.

Além disso, a delegada titular, Elaine Benicasa, colocou seu cargo à disposição após reunião com o Delegado Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Lupércio Degerone, na manhã desta terça-feira, 18 de fevereiro de 2025.


Impedimento da Imprensa na DEAM

Na manhã desta terça-feira, jornalistas de diversos veículos, foram impedidos de entrar nas dependências da DEAM.

Policiais informaram que a entrada só seria permitida com autorização expressa da delegada responsável, limitando o acesso da imprensa às informações sobre o caso.


Admissão de Falhas pelo Governo

O governo de Mato Grosso do Sul, liderado pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), reconheceu falhas no sistema de proteção às vítimas de violência.

Em nota oficial, lamentou profundamente a morte de Vanessa e expressou solidariedade à família, admitindo que tanto as instituições quanto o estado não garantiram a proteção adequada à vítima.

O governo comprometeu-se a revisar os processos e implementar medidas para corrigir os erros identificados. A Corregedoria da Polícia Civil iniciou apurações sobre o caso, contando com o apoio do Ministério das Mulheres.


Relatos de Mau Atendimento na DEAM

Após a divulgação de um áudio de Vanessa Ricarte, centenas de mulheres utilizaram as redes sociais para compartilhar experiências negativas relacionadas ao atendimento na Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande.

Entre as denúncias, destacam-se relatos de constrangimento, piadas durante o atendimento, descaso com casos graves de agressão e falhas no monitoramento de medidas protetivas.

Advogadas que atuam na defesa das vítimas também denunciaram tratamentos inadequados, incluindo situações em que mulheres feridas foram expostas publicamente ao relatar suas agressões.

Esses depoimentos indicam que muitas vítimas desistem de buscar proteção devido ao atendimento precário, que varia desde deboche até descrença nos relatos de violência, mesmo quando há evidências físicas.


Conclusão

O caso de Vanessa Ricarte não apenas evidencia falhas específicas no atendimento da DEAM, mas também aponta para uma problemática sistêmica no acolhimento e proteção de mulheres vítimas de violência doméstica.

A repercussão levou ao afastamento de delegadas envolvidas e à admissão de falhas por parte do governo estadual, ressaltando a urgência de reformas estruturais nos órgãos de proteção e uma mudança cultural no tratamento das vítimas.

É imperativo que as autoridades implementem medidas eficazes para garantir que casos como o de Vanessa não se repitam, assegurando um atendimento digno e protetivo a todas as mulheres.

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